Friday, March 25, 2005

Kronos

Que sensações lhe vinham à memória? Não sei…vagamente debruçou-se no sótão das recordações e,muita coisa aflorou…umas alegres ,outras nem tanto…
Nove longos anos se tinham passado desde aquela tarde de Julho;
mas indiscutivelmente sentiu ,o que sempre sente quando se relembra dele:aquela sensação de preenchimento interno,e eterno,que ela tão bem conhece,sim,porque amar é sentir sublimes sensações de um esvoaçar etéreo e sublime.Doce aroma e calor que adormece e inebria os sentidos,e provoca suaves sensações benfazejas ao ego.
Se o amava?Claro que sim ,porque o amor não tem tempo,nem hora.
Sim amava-o verdadeira e incondicionalmente ,até ao confim dos tempos,sem exigir rigorosamente nada em troca.Simporque nunca lho tinha exigido e não seria agora.Com o passar dos tempos até
Se tinha tornado menos egoísta e amava-o ainda mais altruisticamente.sim claro que sim ,porque o tempo dá sabedoria,e,ela tinha aprendido a não exigir nada em troca,apenas dava,tudo sem exigir nada.
Que sublime,mas seria assim tão linear?Seria efectivamente assim?
Ou no fundo de si mesma ,sonhava com a entrega absoluta e incondicional dele,e ,mais ainda do seu eterno amor?
Penso,que o eterno amor sempre existiu e exixtirá até ao confim dos tempos,contudo a sua expressão está ,obstruída e camuflada com problemas materiais ,que se interpõem ,à verdadeira expressão do sublime sentimento.
Paradoxalmente ,será sempre assim,esta dicotomia do amor…até porque houve tempos em que ele poderia,poderia?,ter sido concretizado,em algo mais real,mas que teria perdido toda a belza e magia,do inacessível,porque a concretização dele teria feito dele algo vulgar e profundamente trivial.
Mas algo me diz ,que no futuro,não será assim…Algo me diz ,que a concretização , o cumprimento do destino far-se-á a seu devido tempo,e,então aí nesse dia ensolarado ,tudo será pleno e emanescente de luz ,amor e energia.

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