Sunday, July 24, 2005

Sunday, June 26, 2005

Perigos

São demais os perigos desta vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida.
E se ao luar que actua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado

Porque deve andar perto uma mulher.
Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer, de tão perfeita.
Uma mulher que é como a própria Lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua.

Vinicius de Moraes

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Thursday, June 23, 2005


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Sobre ti ,sobretudo

Sobre ti e sobretudo…

Sim , sobre ti ,jamais me cansaço de escrever ,sobretudo quando sinto aquela nostalgia no ar. Sentimento profundo esse do amor, amor eterno e efémero ,que cabe na palma da mão ,e nos persegue até ao confim dos tempos.

Nostalgia ,que nos preenche cada recanto do ser ,imbuída de sentimento , doce aroma de primavera…Sentimento de paz e inebriamento ,do ser ,ar doce ,de tão doce que apetece
morrer, aroma de pétalas de flores acabadas de colher.

Amor ,apaziguamento intimo do ser, pelo crescente sentimento de entrega incondicional ,de amor cristico , de nada esperar ,e tudo dar. Doce transcendência, de consciência, inconsciente, de elevação do eu aos confins da galáxia.


Teresinha Salgado

Friday, June 17, 2005

George Sand

I


Te voilà revenu, dans mes nuits étoilées,
Bel ange aux yeux d'azur, aux paupières voilées,
Amour, mon bien suprême et que j'avais perdu !
J'ai cru, pendant trois ans, te vaincre et te maudire,
Et toi, les yeux en pleurs, avec ton doux sourire,
Au chevet de mon lit te voilà revenu.


Eh bien, deux mots de toi m'ont fait le roi du monde,
Mets la main sur mon cœur, sa blessure est profonde;
Élargis-la, bel ange, et qu'il en soit brisé !
Jamais amant aimé, mourant sur sa maîtresse,
N'a sur des yeux plus noirs bu ta céleste ivresse,
Nul sur un plus beau front ne t'a jamais baisé !



II


Telle de l'Angelus, la cloche matinale
Fait dans les carrefours hurler les chiens errants,
Tel ton luth chaste et pur, trempé dans l'eau lustrale,
O George, a fait pousser de hideux aboiements,
Mais quand les vents sifflaient sur ta Muse au front pâle,
Tu n'as pas renoué tes longs cheveux flottants;
Tu savais que Phoebé, l'Étoile virginale
Qui soulève les mers, fait baver les serpents.
Tu n'as pas répondu, même par un sourire,
A ceux qui s'épuisaient en tourments inconnus,
Pour mettre un peu de fange autour de tes pieds nus.
Comme Desdémona, t'inclinant sur ta lyre,
Quand l'orage a passé tu n'as pas écouté,
Et tes grands yeux rêveurs ne s'en sont pas doutée !



III



Puisque votre moulin tourne avec tous les vents,
Allez, braves humains, où le vent vous entraîne;
Jouez, en bons bouffons, la comédie humaine;
Je vous ai trop connus pour être de vos gens.
Ne croyez pourtant pas qu'en quittant votre scène,
Je garde contre vous ni colère ni haine,
Vous qui m'avez fait vieux peut-être avant le temps;
Peu d'entre vous sont bons, moins encor sont méchants.
Et nous, vivons à l'ombre, ô ma belle maîtresse
Faisons-nous des amours qui n'aient pas de vieillesse;
Que l'on dise de nous, quand nous mourrons tous deux :
Ils n'ont jamais connu la crainte ni l'envie;
Voilà le sentier vert où, durant cette vie,
En se parlant tout bas, ils souriaient entre eux.
IV
Il faudra bien t'y faire à cette solitude,
Pauvre cœur insensé, tout prêt à se rouvrir,
Qui sait si mal aimer et sait si bien souffrir.
Il faudra bien t'y faire; et sois sûr que l'étude,
La veille et le travail ne pourront te guérir.
Tu vas, pendant longtemps, faire un métier bien rude,
Toi, pauvre enfant gâté, qui n'as pas l'habitude
D'attendre vainement et sans rien voir venir.
Et pourtant, ô mon cœur, quand tu l'auras perdue,
Si tu vas quelque part attendre sa venue,
Sur la plage déserte en vain tu l'attendras.
Car c'est toi qu'elle fuit de contrée en contrée,
Cherchant sur cette terre une tombe ignorée,
Dans quelque triste lieu qu'on ne te dira pas.

V
Toi qui me l'as appris, tu ne t'en souviens plus
De tout ce que mon cœur renfermait de tendresse,
Quand dans la nuit profonde, ô ma belle maîtresse,
Je venais en pleurant tomber dans tes bras nus !
La mémoire en est morte, un jour te l'a ravie.
Et cet amour si doux, qui faisait sur la vie
Glisser dans un baiser nos deux cours confondus,
Toi qui me l'as appris, tu ne t'en souviens plus.
VI
Porte ta vie ailleurs, ô toi qui fus ma vie;
Verse ailleurs ce trésor que j'avais pour tout bien.
Va chercher d'autres lieux, toi qui fus ma patrie;
Va fleurir au soleil, ô ma belle chérie,
Fais riche un autre amour et souviens-toi du mien.
Laisse mon souvenir te suivre loin de France;
Qu'il parte sur ton cœur, pauvre bouquet fané;
Lorsque tu l'as cueilli, j'ai connu l'Espérance,
Je croyais au bonheur, et toute ma souffrance
Est de l'avoir perdu sans te l'avoir donné.
Alfred de Musset

Sunday, May 22, 2005

Outro sorriso

O sorriso dele...
Era radioso,brilhante,enérgico,ria com os olhos com a alma.Era um sorriso eterno,de juventude e amplitude,até ao confim da galáxia.Era um sorriso eterno como o amor que ambos nutriam um pelo outro.
Era um sorriso qual primavera transbordante de amor,cheiros enebriantes,aroma a pétalas de flores;sentia-se a quilômetros e quilômetros de luz e manifestava-se num nado de segundo.Era eterno e éfemero,paradoxal sentimento e momento de presença fugaz de amor eterno.

teresinha salgado

Sorriso

Sorrio com motivo
porque o motivo és tu
Própria, cheia de brilho
D" uma beleza enebriante
e transbordante.

Sorrio por tudo e por nada
Sorrio porque te amo
Sorrio porque não te amo
Sorrio por ti
Sorrio por mim.

Riso inebriante
Brilhante
Sedoso
Raio de sol
irradiante
dos teus olhos
Espelho brilhante
da tua alma.

Pensamento riso
siso,amor
transbordante de
alegria,amor
eterno
brilhante,
que permanece até aos
confins dos tempos.

teresinha salgado

Maio

Sabia que algo estava para acontecer.Aquela sensação ,da presença inadiável,que se manifesta sempre que ele comunica com ela.
Oh magnífico cosmos,perfeito e imperfeito,que transcende tudo e todos.era um pequeno pensamento sobre o sorriso e ela.Comparação entre ambos.Sentiu-se inundada de uma felicidade imensa;algo de muito forte vibrou dentro dela,qual clarim ,anunciando o amanhecer de um novo dia.sentiu-se feliz por existir,e por ele a amar assim mesmo à distância de um oceano.E, como ela lhe respondeu,as almas gémeas comunicam subtilmente e através dos séculos e dos séculos,visto serem apenas uma,e que foram apartadas ,para que o crescimento espiritual fosse efectuado.
Eram parte inteira ,yin e yang de um todo perfeito,tal qual o cosmos,partícula infíma do magnífico cosmos,luz de luz,energia benfazeja do amor incondicional.Esse amor sublime que não exige nada em troca,mas que tudo dá,porque o amor nada exige,tudo dá.
Sentia-se totalmente energizada,prenhe de energia cósmica,que irradiava a milhões de
quilômetros de luz.Apetecia-lhe dançar nas nuvens do seu imaginário,saltitar de penhasco em penhasco da sua felicidade.
O amor deles era,e não tinha dúvida alguma ,um amor sublime,eram e seriam amantes eternos,protegidos sob o manto purificador da chama violeta,que transmutava toda e qualquer vibração menos harmoniosa.
O tempo é sómente uma ficção e o plano irá cumprir os seus desígnios,porque assim é,e assim seráaté ao confim dos tempos.

teresinha salgado

Sunday, May 01, 2005


God Posted by Hello

Deus

..."Tudo o que existe contém Deus.Deus contém tudo o que existe."A visão mais alta que podemos ter de Deus, nós que somos apenas uma parte do universo,é uma visão de Inteligência e de Amor;(...)Prestamos a nossa homenagem a Deus,entramos em contacto
pleno com o universo,quando desenvolvemos a nossa Inteligência e Amor: um laboratório,uma biblioteca são templos de Deus; uma escola é um templo de Deus.Todos podemos ser sacerdotes,porque todos temos capacidades de inteligência e amor; e praticamos o mais elevado dos cultos a Deus quando propagamos a cultura,o que
significa o derrubamento de todas as barreiras que se opõem ao Espírito. (...)

in "A doutrina Cristã"; 1943

Prof. Agostinho da Silva